Foto: Sarah Torres

Foto: Sarah Torres

Um doador para cada 100 mil pacientes que necessitam de um transplante de medula óssea. O dado apresentado pelo Instituto Nacional de Câncer – Inca revela a necessidade de conscientizar a sociedade para a importância da doação de medula. Com este objetivo, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais e a Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais – Hemominas promoveram, na última terça-feira (21), um cadastramento de doares de medula óssea para o banco de doadores do Inca. A iniciativa, que foi idealizada pelo deputado João Magalhães (PMDB), aconteceu no espaço democrático da Assembleia.
Segundo João Magalhães, iniciativas como esta são importantes para mudar a realidade de quem luta contra a leucemia ou outras doenças do sangue. “Decidimos tomar uma ação para conscientizar possíveis doadores sobre a necessidade e a importância de se cadastrarem”, explicou o parlamentar. Na ocasião, mais de 100 cadastros foram feitos.

Para os que tiverem interesse em se cadastrar, basta procurar os postos do Hemominas, localizado em 20 cidades mineiras, inclusive, em Belo Horizonte. Os cadastros feitos pela instituição são vinculados ao Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Para doar é preciso ter entre 18 e 55 anos, estar em bom estado de saúde, e não possuir nenhuma doença infecciosa. Para se cadastrar é preciso fornecer identidade, data de nascimento, CPF, endereço, contatos de telefone e e-mail. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 155 ou pelo site do Hemominas (hemominas.mg.gov.br).

A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos. Nela são produzidos os componentes do sangue: as hemácias, os leucócitos e plaquetas. O transplante deste tecido é um tratamento que pode curar, dentre outras, doenças tais como leucemia aguda, leucemia mieloide crônica, leucemia mielomonocítica crônica, linfomas e anemias graves.