30-05 Celise Laviola defende inclusão de municípios mineiros à área da Sudene

O último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelou dados alarmantes sobre condições de renda e acesso à água e energia elétrica das famílias que residem no Vale do Rio Doce, na região Leste de Minas Gerais. Os argumentos foram apresentados pela deputada Celise Laviola (PMDB), durante reunião da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, realizada no último dia 24. Na ocasião, a parlamentar defendeu a inclusão de cidades do Vale na área de abrangência da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste – Sudene.

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste promove o desenvolvimento e a integração da base produtiva regional com linhas de financiamentos especiais e mecanismos de fomento de linhas de crédito para áreas climaticamente comprometidas. Hoje, os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba. Pernambuco, Piauí, Sergipe fazem parte da área de abrangência da Superintendência. Durante a reunião, Celise defendeu os Projetos de Lei 76 /2007, 475/2009 e 119 /2015, que tramitam no Congresso Nacional e tratam da inclusão de municípios mineiros, com características do semiárido, à área de abrangência da Sudene.

Para Celise, as cidades compreendidas ao longo do Vale possuem enorme poder de desenvolvimento e seus potenciais precisam ser explorados. “A possibilidade de inclusão desta região na área de abrangência da Sudene denota seu crescente potencial de desenvolvimento. As potencialidades econômicas da região, que se voltam para a produção de leite e derivados, bem como para a pesca e o artesanato, representam aquilo que possuem de melhor”, disse.
IBGE

Segundo Celise Laviola, dados do último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE nos revelam a importância de combater a pobreza e prover o desenvolvimento dessa região. “Segundo a pesquisa, 37% dos domicílios localizados no Vale do Rio Doce possuem renda per capita de meio salário mínimo. Na mesma região, 17% das famílias vivem com menos de meio salário mínimo. Ainda neste cenário, 4,67% da população que possui casa própria tem renda mensal per capita que, muitas das vezes, não atinge 70 reais”, contou a deputada.

Ainda segundo a parlamentar, o acesso a serviços básicos como fornecimento de água e energia elétrica, que deveriam ser universalizados, ainda não é realidade para todos. “Embora 99% da população do Vale tenha acesso à energia elétrica, somente 77% têm água encanada e tratada em casa, o que denota a existência de uma faixa populacional carente e sujeita a doenças características da falta de saneamento”, explicou.

A situação se agravou em 2015, após o acidente com a barragem de rejeitos da mineradora Samarco, que contaminou o leito do Rio Doce. Segundo Celise, a população ribeirinha, diretamente dependente da água e das atividades dela provindas, perdeu em qualidade de vida. “A pesca foi interrompida e a faixa de renda ficou ainda menor”, lembrou.

Ao final, Celise destacou as potencialidades do Vale do Rio Doce e reforçou a importância de incentivos para seu desenvolvimento. “Regiões como esta, com povo trabalhador e espírito de crescimento pujante, merecem atenção especial para desenvolverem sua economia de forma dinâmica e sustentável. Com apoio e incentivo do governo federal, por meio da superintendência, os municípios crescem, Minas se desenvolve e nosso país se torna cada vez mais próspero e integrado”, ressaltou.