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Foi realizada nesta quarta-feira (22), mais uma audiência pública da Comissão Extraordinária do Idoso. Desta vez, o assunto em discussão foi o crescimento em Minas da violência patrimonial e financeira praticada contra o idoso. As autoridades presentes relataram várias ações empregadas para enganar a terceira idade que passam pelo uso do cartão de crédito, salário e até a exploração por meio de empréstimos consignados. Atitudes praticadas na maioria das vezes por familiares que querem obter algum tipo de vantagem financeira.

O presidente do Conselho Estadual do Idoso, Dilson José de Oliveira, disse que a violência praticada contra o idoso no sentido de obter vantagens financeiras aumentou no primeiro trimestre do ano a partir de dados coletados em registros de denúncias ao Disque Direitos Humanos. A informação foi confirmada pela delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento ao Idoso e ao deficiente, Larissa Campos. Segundo ela, quase 100% dos atendimentos que fez nas últimas semanas foram desse tipo, ou seja, violência praticada por familiares.

O assessor jurídico do Procon Assembleia, Pedro Baeta, também mencionou diversos casos apresentados ao órgão. Um dos exemplos apontados por ele foi o abuso praticado em relação aos empréstimos consignados o que ele considera verdadeiras armadilhas financeiras. Pensa da mesma forma o presidente da Comissão Extraordinária do Idoso, deputado Isauro Calais. “Os empréstimos consignados para os idosos representam uma ‘agiotagem legalizada’. A Comissão precisa agir para mudar essa realidade”, ressaltou o parlamentar

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