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Diagnosticar a situação da população idosa em Minas Gerais e a necessidade de políticas públicas voltadas para esta faixa da sociedade. Este foi um dos objetivos da Comissão Extraordinária do Idoso da Assembleia durante o ano de 2016. Na última quarta-feira (07), parlamentares aprovaram o relatório final que contém sugestões para que o Estado possa melhorar a qualidade de vida daqueles que possuem mais de 60 anos.
Uma das preocupações da Comissão foi traçar um diagnóstico da população idosa em Minas. Hoje, 13% da população brasileira está na terceira idade. Número que tende a crescer. A estimativa é de que em 2040 esta faixa represente 26% do total.

Apesar de ser um fenômeno mundial, a Comissão alerta, em seu relatório, que o Estado não está preparado para enfrentar o envelhecimento da população. O documento elaborado sugere diversas ações e políticas públicas, entre elas a criação da Secretaria de Estado de Políticas para o Idoso. O objetivo é integrar os setores envolvidos e estruturar frentes de trabalho nas diversas políticas públicas relacionados a esse segmento da população.

O presidente da comissão, deputado Isauro Calais (PMDB), ressaltou a necessidade de legislar sobre o assunto. Na ocasião, o parlamentar lembrou que o Brasil está discutindo a idade mínima de 65 anos para aposentadoria, justamente, porque a população está envelhecendo. “Mas na outra ponta não vemos políticas públicas eficazes para promover a qualidade de vida dos idosos”, alertou. Ainda segundo Calais, é necessário que o governador receba o relatório com urgência para que haja encaminhamento prático.

Entre as 24 sugestões que compõem o relatório, estão presentes a estimulação à implantação dos conselhos municipais do idoso em todas as cidades mineiras; intensificação do controle e da fiscalização da implementação dos direitos do idoso na saúde, transporte, educação e trabalho; e implantação de novas delegacias especializadas para aprimorar o combate à violência contra o idoso em todas as regiões do Estado.

A aprovação do relatório encerra as atividades da comissão extraordinária, instalada em novembro de 2015. Nesse período, foram realizadas sete audiências públicas e quatro reuniões com convidados. As discussões reuniram gestores, especialistas e representantes da sociedade civil e objetivaram fazer diagnóstico da situação do idoso em Minas e propor intervenções. Além de ser encaminhado às secretarias de Estado, o documento deve ser entregue ao Ministério Público, à Defensoria Pública, ao Conselho Estadual do Idoso e à Polícia Militar.