1_pmdb_1120.jpg.g

“Como se não bastassem os baixos salários, um problema que atinge todo o Estado, no Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha a falta de estrutura e de mínimas condições de trabalho das polícias Civil e Militar vem dando espaço para o crescimento da criminalidade e do consumo de drogas, principalmente o crack”. A denúncia é do deputado Tadeu Martins Leite, que após ouvir o relato de policiais e participar de audiências públicas para debater a criminalidade e o consumo de crack e outras drogas nas duas regiões, acredita que se não houver novos investimentos imediatos em segurança pública a situação pode ficar insustentável.

O deputado explica que em Montes Claros, maior cidade do Norte do Estado, a Polícia Civil vive uma situação próxima do abandono. Na cidade são 15 delegados para uma população de 400 mil habitantes. Pior ainda é a falta de investigadores e escrivãos. O setor administrativo da Polícia Civil, inclusive do Detran, só funciona porque a prefeitura cedeu funcionários, num total de 20.

Além disso, a estrutura física da Polícia Civil pode ser considerada caótica. As instalações do IML são vergonhosas e o Pátio de Vistorias funciona também em condições precárias, em espaço cedido pela Prefeitura.“Mais vergonhosas ainda são as instalações da Delegacia do Plantão, onde o movimento é intenso. A delegacia funciona no mesmo lugar há mais de 50 anos, num prédio velho na rua Doutor Santos, da forma mais precárias possível! Pode-se dizer que a Delegacia do Plantão está caindo aos pedaços.”, denuncia o deputado Tadeu Martins Leite.

Situação semelhante é da AISP 99 que funciona em um prédio velho, onde antes funcionava do Colégio Tiradentes. O prédio á tombado pelo Patrimônio Histórico, não pode ser reformado, apesar de uma vistoria já ter revelado que sua estrutura está comprometida. Quem trabalha no local está inclusive correndo riscos.

Para completar a delegacia regional, que responde por 39 municípios foi inundada na última chuva. 15 veículos foram danificados e perdeu-se documentos, computadores e outros maquinários.

Reflexo da Região

Para o deputado Tadeu Martins Leite, a situação da Polícia Civil de Montes Claros é apenas um reflexo do que acontece em toda região, onde em dezenas de municípios faltam policias, viaturas e até material de consumo e equipamentos básicos.

“E não é só a Polícia Civil”, acrescenta, lembrando que o efetivo e estrutura da Polícia Militar também deixam a dever.

No Vale do Jequitinhonha um dos exemplos desta situação caótica é o 44º Batalhão da Polícia Militar de Almenara, que com contingente reduzido, funciona de forma precária. “Trincas se espalham pelo teto, rachaduras pelas paredes e infiltrações por todo o lado. Dois corredores foram interditados pelo Corpo de Bombeiros e isolados. Do lado de fora o reboco está caindo, e uma caixa d’agua de 45 mil litros foi desativada porque corre o risco de romper. Não existe a menor condição de continuar funcionando como está”, denuncia o deputado.

Desde 2007, quando foi implantado, o Batalhão funciona precariamente em um prédio alugado onde antes era um Hotel. São apenas 230 policiais para atender a 16 cidades e uma população de mais de 200 mil pessoas, o que dá uma média semelhante a 1 policial por cada mil habitantes, bem abaixo da média nacional, calculada em 3,3 policias por cada mil habitantes.

“Em Jordânia, por exemplo, são 7 policiais militares para mais de 10 mil habitantes. Uma cidade que fica na divisa com a Bahia, tem menos de 1 policial para cada mil habitantes, sem falar no veículo da PM, uma L200 caindo aos pedaços, que a prefeitura tem de consertar de 15 em 15 dias”, denuncia o deputado Tadeu Martins Leite.

Assessoria de Comunicação Deputado Estadual Tadeu Martins Leite (PMDB-MG)