Comissão de Minas e Energia

O Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) sedia na manhã da próxima sexta-feira (13/11/15) o Debate Público Os desafios e perspectivas para a regulamentação dos jogos. Promovido pela Comissão de Turismo, Indústria, Comércio e Cooperativismo, o evento se inicia às 9 horas.
O requerimento para a realização da reunião é de autoria dos deputados da Comissão, entre eles o peemedebista, João Alberto. O debate será organizado em três painéis, todos no período da manhã: Turismo, emprego e renda; Regulamentação; e Desenvolvimento econômico e social.

Apesar de a regulamentação dos jogos ser uma atribuição do Congresso Nacional, o deputado João Alberto considera importante definir um posicionamento de Minas sobre o assunto, até porque os projetos que tramitam hoje em Brasília delegam aos estados algumas iniciativas, tais como definir em que regiões poderão ser instalados cassinos. “Se forem liberados, os cassinos devem ser criados de forma estratégica, não banalizados. Eu defendo que as estâncias hidrominerais poderiam recebê-los, ou regiões que carecem de outras fontes de renda”, afirmou o deputado João Alberto.

A geração de empregos e arrecadação, para João Alberto, são os argumentos decisivos em favor da regulamentação. “Nós temos um jogo institucionalizado, principalmente pela Caixa Econômica Federal, que movimenta R$ 12 ou 13 bilhões por ano. E temos o jogo ilegal, na clandestinidade, que movimenta cerca de R$ 20 bilhões em todo o País. Isso é, no mínimo, uma negligência do Estado, pois há milhares de trabalhadores que não têm direitos trabalhistas e o governo deixa de arrecadar recursos que poderiam ser aplicados na saúde, educação e segurança. Legal ou não, o jogo existe em nosso País”, defende João Alberto.

Em Minas, já existiram cassinos nas estâncias hidrominerais, no Sul de Minas, no governo de Getúlio Vargas. O jogo foi proibido durante o governo de Eurico Gaspar Dutra, há 69 anos. João Alberto diz que a motivação pode ter sido política. “Dutra queria enfraquecer Vargas e dizia que as fontes de financiamento do petebismo varguista vinham do jogo, dos cassinos”, revela. O deputado argumenta que, dos 156 países da Organização Mundial do Turismo, só 27 não regulamentaram o jogo, a maioria deles islâmicos. “Na América do Sul, o jogo só não é regulamentado na Bolívia e Guiana Francesa”, argumentou João Alberto.