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Discutir a Reforma Administrativa, a relação entre o PT e o PMDB em Minas Gerais e a sucessão municipal na capital mineira. Estes foram os assuntos abordados pelo deputado Vanderlei Miranda (PMDB), Líder da Maioria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e vice-presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária no programa Mundo Político, veiculado pela TV Assembleia nesta segunda (4) e reprisado nesta terça-feira (5). Na ocasião, o parlamentar destacou que a Reforma Administrativa tem como principal objetivo melhorar os serviços prestados pelo estado de Minas Gerais à população. “O governador acredita que o governo precisa melhorar a qualidade desses serviços. A fusão de órgãos pode dar celeridade, agilidade e uma série de outras vantagens que resultarão em um serviço de melhor qualidade para o cidadão mineiro”, afirmou.

Questionado sobre a extinção de órgãos e cargos, o parlamentar informou que, em uma situação de caixa apertado, é viável que alguns órgãos continuem exercendo suas atividades dentro de outro órgão, como é o caso da Imprensa Oficial, que seria transferida para a Secretaria de Estado de Casa Civil e de Relações Institucionais (Seccri). “Não se trata de extinção. O que está havendo é uma reacomodação destes órgãos. No caso da Imprensa Oficial, é possível realizar o trabalho em uma estrutura que já existe. Não há necessidade de o governo continuar gastando com órgãos num momento em que podem cumprir o seu papel acobertado por outro órgão”, explicou Vanderlei.

Uma das propostas do governo do estado ao formular a Reforma é extinguir 60 mil cargos. Segundo Vanderlei Miranda, a intenção do Estado ao extinguir esses cargos é evitar que sua ocupação seja cobrada, uma vez que, de acordo com o parlamentar, muitos deles estão vagos. “O governo está no limite no tocante à situação de sua folha de pagamento. Folha esta que é gigante. São R$3 bilhões”, lembrou.

O parlamentar acredita que medidas como esta são importantes para manter a saúde das contas do estado.
Recentemente, o presidente em exercício Michel Temer autorizou o adiamento do pagamento dos juros da dívida do estado com a União a fim de melhorar a situação financeira de Minas Gerais. Apesar de significar um reforço positivo no caixa, Vanderlei afirmou que esta medida não resolve a situação enfrentada por Minas. “São R$3 bilhões que o governo deixará de transferir ao governo federal. Isso não resolverá o problema de Minas Gerais, pois já temos, na aprovação do orçamento deste ano, a previsão de um déficit de quase R$ 9 bilhões. O que nós precisamos é que o estado, de fato, esteja em sua plena atividade”, disse.

PT e PMDB

O parlamentar afirmou, ainda, que a relação entre PMDB e PT em Minas Gerais é harmônica. Segundo ele, o partido é responsável e não se deixa contaminar pelas decisões tomadas em Brasília. Vanderlei Miranda ainda destacou a relevância do PMDB para a Assembleia Legislativa e para o governo estadual. “Somos a maior bancada na Assembleia, com 13 deputados. Contamos com o vice-governador, Antônio Andrade, e com o presidente da ALMG, deputado Adalclever Lopes. Temos que ajudar na governabilidade para que o Estado melhore, uma vez que nosso povo depende disso. Não vamos trazer para Minas uma questão que é federal. Precisamos manter, em Minas, uma relação coesa”, salientou.

Corrida Eleitoral

Em 2016 os municípios brasileiros elegerão prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. O PMDB ainda não oficializou seu pré-candidato à prefeitura de Belo Horizonte. Vanderlei Miranda explicou que a decisão depende de uma reunião da executiva municipal do partido. “Essa decisão precisa ser tomada, pois já estamos lutando contra o tempo. Temos dois bons nomes. Deputado Leonardo Quintão e deputado Rodrigo Pacheco. Precisamos escolher um dos dois”, concluiu o parlamentar.