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O novo líder peemedebista na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ), realizou dia 05 de fevereiro sua primeira reunião com a bancada. Os parlamentares reclamam do “tratamento diferenciado” recebido em relação a colegas do PT.

“Este é um ano fundamental para reafirmarmos a nossa base. O governo deve nos incluir nos programas e liberar nossas emendas, da mesma forma que faz com os parlamentares do PT. Não somos tratados como governo. Nós deputados peemedebistas mineiros, mesmo sendo muito bem votados tivemos grandes dificuldades de participar dos programas federais”, disse o deputado federal presidente do PMDB-MG, Antônio Andrade.

Para Andrade, o novo líder tem muita capacidade e visão participativa, por isso o parlamentar acredita no trabalho de fortalecimento nas bases. “Temos que fazer o PMDB crescer nos estados”, destacou. De acordo com o presidente estadual, em Minas Gerais o partido não tem governo estadual, nem prefeitos de capitais, portanto tem a coragem de trabalhar. “Elegemos sete deputados e prefeitos das principais cidades mineiras. Crescemos em número de prefeituras e câmaras municipais”, acrescentou.

“Nosso amigos do PT nos acham os companheiros mais necessários e também os mais indesejados”, afirmou Alceu Moreira (RS). “Viramos homologadores de medidas provisórias. Não vim aqui para emprestar o meu dedo para um painel digital. Vim para expressar minhas ideias”, critica.

A falta de uma agenda própria do PMDB também é citada como motivo de irritação dos parlamentares do partido. “Passamos o tempo como office-boys do Poder Executivo”, diz Édio Lopes (RR), puxando o coro dos peemedebistas contra a “traição” sofrida na eleição de Henrique Eduardo Alves.

Cunha ouviu as reclamações e, ao final da reunião, adotou um tom mais crítico contra o Planalto. “O PMDB não é base, é governo. E isso não significa ser um cordeirinho. O partido vai ser parceiro, mas vai se permitir discordar”, afirmou.

Assessoria de Comunicação Deputado Federal Antônio Andrade (PMDB-MG)