01-11 Evasão escolar preocupa deputada

Até o final de 2017, um em cada quatro jovens entre 15 e 17 anos de idade vão abandonar seus estudos, não efetuarão novas matriculas ou serão reprovados nas séries que frequentam. Os dados são resultado de um estudo de Políticas Públicas para Redução do Abandono e Evasão Escolar de Jovens, elaborado pelo Ensino Superior em Negócios, Direito e Engenharia – Insper – e divulgado em outubro.

O levantamento apresenta um panorama da evasão escolar no Brasil e revela que cerca de 3 milhões de jovens abandonam a escola no Brasil a cada ano. A deputada Celise Laviola (PMDB), presidente da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais – ALMG –, diz que o estado trabalha para extinguir os índices de evasão de estudantes. “A evasão escolar é uma realidade não só no ensino médio, mas também no ensino fundamental e o que pretendemos fazer é incentivar a profissionalização no ensino médio para favorecer a permanência do aluno na escola, assim como aprimorar a acessibilidade”, disse.

A pesquisa também apontou que a falta de transporte escolar e a proximidade com as escolas são fatores determinantes para a decisão do estudante de abandonar a formação. Celise acredita que resolver esses impasses pode ajudar a reverter a situação. “Em Minas, já estamos bem adiantados no ensino fundamental, mas o aluno do ensino médio também precisa ter acesso à escola. Precisamos valorizar as escolas próximas dos alunos com bons profissionais ou garantir meios de levar os alunos para escolas de qualidade”, pontuou.

A parlamentar ainda lembrou que várias medidas para diminuição da evasão, erradicação do analfabetismo e melhoria da qualidade do ensino estão previstas no Plano Estadual de Educação que tramita na Assembleia. Para Celise, o papel da escola é fundamental. “A escola é muito importante na formação e no convívio social”, afirmou.
Outro ponto destacado pela parlamentar para auxiliar na queda da evasão é a oferta de ensino médio em três turnos: “Para o jovem em idade mais avançada, que precisa trabalhar, oferecer o ensino em turnos alternativos pode favorecer sua permanência na escola”, reforçou a deputada.