Alberto José Salum (vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – Fiemg), Guilherme Augusto Duarte de Faria (superintendente de Mineração, representando Miguel Corrêa da Silva Júnior, secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), Thiago Cota (deputado estadual PMDB/MG), Roberto Andrade (deputado estadual PSB/MG), Gustavo Valadares (deputado estadual PSDB/MG),  Roberto Lúcio Nunes de Carvalho (diretor-presidente da Samarco Mineração S. A.), Júlio Ernesto Grammont Machado de Araújo (prefeito Municipal de Ouro Preto),  Rinaldo Mancim (diretor de assuntos ambientais do Instituto Brasileiro de Mineração – Ibram), Ronaldo Alves Bento (vereador de Mariana)

Alberto José Salum (vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – Fiemg),
Guilherme Augusto Duarte de Faria (superintendente de Mineração, representando Miguel Corrêa da Silva Júnior, secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior),
Thiago Cota (deputado estadual PMDB/MG), Roberto Andrade (deputado estadual PSB/MG),
Gustavo Valadares (deputado estadual PSDB/MG),
Roberto Lúcio Nunes de Carvalho (diretor-presidente da Samarco Mineração S. A.),
Júlio Ernesto Grammont Machado de Araújo (prefeito Municipal de Ouro Preto),
Rinaldo Mancim (diretor de assuntos ambientais do Instituto Brasileiro de Mineração – Ibram),
Ronaldo Alves Bento (vereador de Mariana)

A redução na arrecadação e o aumento do desemprego foram as duas principais razões apontadas para a defesa do retorno dos trabalhos da mineradora Samarco. Todos os convidados da audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), desta terça-feira (23), defenderam essa posição.

O deputado Thiago Cota defendeu categoricamente o retorno imediato das atividades da Samarco. Segundo o parlamentar, a empresa tem cumprido todas as exigências que lhe foram impostas pelos órgãos competentes. Fez coro com Thiago Cota o prefeito de Ouro Preto, Júlio Pimenta, que fez questão de lembrar que empresa parada é sinônimo de desemprego para toda a região.

A empresa está com grande parte das atividades paralisadas desde novembro de 2015, quando o rompimento da barragem de Fundão resultou em mortes, destruição de distritos e poluição do Rio Doce em toda a sua trajetória, de Mariana até o litoral capixaba.
“Reconhecemos o sofrimento que as pessoas da região passaram e temos enorme respeito pelas famílias. Por isso, aguardamos que a Justiça diga quais foram as falhas e puna os responsáveis. Isso é importante, mas também é importante o retorno das atividades, para as pessoas não serem ainda mais penalizadas”, disse o prefeito de Mariana, Duarte Eustáquio Gonçalves Júnior.
Segundo o prefeito, 89% da receita do município dependia da mineração e esses recursos são importantes para manter serviços essenciais. O prefeito de Anchieta (ES), Fabrício Petri, manteve o tom e disse que a queda da arrecadação tem levado a readequações de serviços e isso tem tem prejudicado a população.

Falta a anuência da prefeitura de Santa Bárbara – As ações tomadas para mitigar os prejuízos sociais e ambientais decorrentes do rompimento da barragem de Fundão foram apresentadas pelo diretor-presidente da Samarco, Roberto Lúcio Nunes de Carvalho.
Ele destacou a criação da Fundação Renova, que desde outubro de 2016 passou a ser responsável por todas as ações de reparação e compensação de danos. O diretor-presidente também salientou que o rompimento da barragem incentivou pesquisas e planos de ação para prevenir novos problemas e que a mineração se tornou uma atividade mais segura.

De acordo com Roberto Carvalho, a empresa está pronta para retomar as atividades, mas é preciso uma nova licença de operação. O estudo para solicitar oficialmente a licença já está pronto, mas antes de submeter o documento ao poder público, é preciso a anuência de todos os municípios da área dos empreendimentos, conforme explicou o representante da Samarco.
Carvalho afirmou que as prefeituras têm que informar se o plano de operação está de acordo com as normas municipais e apenas a Prefeitura de Santa Bárbara (Região Central do Estado) não entregou a anuência.

Durante a audiência, o deputado Thiago Cota criticou a forma que a Prefeitura de Santa Bárbara vem conduzindo a situação. “A vontade de um município não pode ser maior que a vontade de toda uma região. Acredito que o prefeito de Santa Bárbara repensará essa situação. Além de milhares de desempregados, a paralisação da mineradora afeta à economia de todo o Estado de Minas Gerais,” afirmou o deputado.
Foi aprovada na Comissão uma visita dos deputados, com a presença dos prefeitos das cidades mineradoras, ao governador do Estado, ao ministro de Minas e Energia e ao prefeito de Santa Bárbara, para buscar viabilizar um acordo para a autorização.

Governo estadual – O superintendente de mineração da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Augusto Duarte de Faria, disse que a secretaria é favorável ao retorno do trabalho e que o governo está acompanhando as medidas de reparação adotadas para dar legitimidade à volta da Samarco.
Representantes do movimento Somos Todos Samarco também se manifestaram e entregaram aos parlamentares um abaixo-assinado, de acordo com eles, com 50 mil assinaturas pela retomada das atividades.