Procurado pelo presidente do PSDB em Minas, deputado federal Marcos Pestana, o PMDB, por algumas de suas lideranças mineiras, recebeu em sua sede representantes do PSDB mineiro no último dia 10 para encontro sobre as eleições de 2014 no Estado.

Surpreendentemente a seguir, em atitude de agressão de todo contrária à iniciativa de seu partido, o subsecretário de Estado da Juventude, Gabriel Azevedo, em sua página no Facebook, fez, entre outras, a afirmação de que “dá nojo andar com o PMDB”.

Não tendo havido desagravo por parte da direção do PSDB em Minas, de quem partiu a iniciativa para o encontro realizado, o PMDB, por sua representação neste Estado, vem de público manifestar o seu repúdio às afirmações de Gabriel Azevedo.

O PMDB, partido que tem seu lastro na luta pela redemocratização do país desde 1964, sempre contou em suas fileiras com os mais altos nomes da esfera política nacional e se orgulha de ter a carta de princípios éticos mais antiga e mais consolidada entre os demais partidos brasileiros. E é esse mesmo partido que, diante do convite do PSDB mineiro, lembra que tem motivos suficientes para enojar-se, ele sim, do partido que no presente momento busca sua aliança e seu apoio no Estado.

O PSDB em Minas é o gerente de uma máquina publicitária portentosa que, ao preço de verbas milionárias, propagandeou um choque de gestão encurralado em dívida de cerca de R$ 100 bilhões e protagonizou uma época de censura disfarçada como jamais existiu no Estado.

O PSDB em Minas, vinculou seu nome ao primeiro mensalão da história, o mensalão tucano, o qual se evita seja devidamente apurado quando um ex- governador, do partido, fugindo ao exame no STF, renuncia a um mandato de deputado federal e retorna em busca de abrigo ao Estado de origem.

O PSDB, em nível nacional, é o protagonista do caso da Pasta Rosa, do caso Siemens & Alstom, do caso Sivam, dos escândalos nos bancos Marka e Fonte Cindam e, muito recentemente, do ainda inexplicado caso do “tremsalão” paulista.

Conforme foi lembrado por lideranças peemedebistas durante o encontro do dia 10, até os países em guerra, por meio de suas representações diplomáticas, sentam-se em busca de diálogo, regra que levou as mencionadas lideranças a aceitar a proposta tucana para a realização do encontro. O jovem subsecretário Gabriel Azevedo, em seus ímpetos juvenis, demonstra desconhecer essa regra da diplomacia e da democracia.

E, mais fundamente, demonstra desconhecer que podem existir traves sobre os olhos e que uma delas, lamentavelmente, pesa neste momento sobre os dele próprio, evitando-lhe escuras páginas da história do partido a que pertence.

Secretário-geral do PMDB de Minas Gerais e líder do PMDB na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado estadual Sávio Souza Cruz