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Durante audiência nesta quinta-feira (6) com o Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, o deputado Newton Cardoso Jr (PMDB MG), Presidente da Frente Parlamentar da Silvicultura, discutiu a geração de energia a partir da biomassa das florestas energéticas, o que significa um grande avanço para o setor no Brasil e investimentos da ordem de mais de 6 bilhões de reais em Minas Gerais, já que o estado tem a maior área de florestas plantadas do País, com 1.713.576 hectares de eucalipto e 47.557 hectares de pinus. A área de floresta nativa do Estado é de 19.411,95 hectares, o que representa 33% da área total de florestas, segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad).

Referência na produção de etanol e de cogeração de energia em usinas a partir do uso do bagaço de cana-de-açúcar, o Brasil destaca-se no cenário mundial também por possuir extensas áreas florestais nativas com possibilidade de manejo sustentável e florestas plantadas com perspectivas de crescimento, mas essa atividade em larga escala, com o desenvolvimento de tecnologias de conversão em energia, ainda é um desafio para o mercado interno.

“Estamos trabalhando para que isso se torne realidade, uma vez que se trata de geração de energia renovável e irá cada vez mais incentivar o plantio de árvores em nosso País. Com isso, passará a ser factível a meta estabelecida pelo Brasil na COP 21, bem como consolidar um novo mercado para o setor florestal”, afirmou Newton Jr.

Além de ser um recurso importante para assegurar a demanda por eletricidade nos próximos anos, as energias renováveis, como eólica, solar e térmica por biomassa, têm a vantagem de ser consideradas uma matriz limpa e barata, que causa poucos danos ambientais. Elas são, também, um mercado de trabalho em expansão no Brasil. Para isso, precisamos de investimentos em tecnologia, o que vai possibilitar o crescimento do setor, impulsionado a economia, gerando emprego e renda.
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A biomassa proveniente de florestas energéticas é uma das fontes de energia renovável com maior potencial de desenvolvimento para os próximos anos e é apontada como uma das principais opções para diversificar a matriz energética nacional e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. O Brasil ocupa a terceira posição na lista dos maiores consumidores de biomassa para a produção de energia, depois da China e da Índia, mas o carro-chefe ainda é o bagaço de cana-de-açúcar.