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Na última semana de trabalho na Assembleia Legislativa de Minas Gerais antes do recesso, o deputado Cabo Júlio (PMDB), vice-líder de governo e membro da Comissão de Segurança Pública da ALMG, fez um balanço dos trabalhos realizados em 2016. O parlamentar lembra que segurança pública é um assunto que atinge a toda sociedade, e que por isso merece ser discutido. “Embora não sejamos um órgão do poder executivo, que, de forma muito imediata, resolve os problemas, temos o poder de cobrar, propor, discutir e ouvir a população”, disse.

Cabo Júlio lembrou também a importância das negociações realizadas com o governo por meio da Comissão. Segundo o deputado, iniciativas como esta foram fundamentais pra aumentar o número de agentes penitenciários concursados em Minas. “Intermediei, com o governo, para que ele soubesse da necessidade de um efetivo maior com o objetivo de atender à população, que clama por segurança. O papel da Comissão de Segurança Pública é, então, realizar esta ponte, entre a sociedade organizada e o poder executivo”, explicou o parlamentar.

O deputado destaca que a homologação de um concurso público realizado em 2013 foi uma das grandes conquistas realizadas pelo colegiado este ano. “Na época foram 3.500 agentes, somados a outros 3.500 que conseguimos chamar, totalizando 7.000 servidores. Fiquei muito honrado em ter sido intermediador dessa negociação junto ao governo. Esta é uma grande conquista. O Sistema Prisional e a sociedade se beneficiaram”, contou.

Durante 2016, servidores de várias áreas buscaram melhorias nas condições de trabalho, o que exigiu habilidade nas negociações. Segundo Cabo Júlio, intermediar conflitos é algo que exige cautela. “De um lado, servidores buscam melhorias de trabalho e salário, de outro, temos um estado sem dinheiro. Fazer este equilíbrio é complexo. O servidor tem razão em buscar melhorias. O estado reconhece, mas não tem dinheiro em caixa”, explicou.

Para o próximo ano, Cabo Júlio espera que os trabalhos na Comissão de Segurança Pública da Assembleia sejam intensificados. Para o deputado, a população deve cobrar, ainda mais, promessas feitas em campanha. “Deve haver pressão dos servidores da segurança por melhores condições e da comunidade, exigindo mais segurança”, concluiu. A Comissão, de caráter permanente, tem por objetivo analisar e discutir proposições relacionadas à política de segurança pública, combate ao crime organizado, política carcerária, recuperação e reintegração social de egressos do sistema prisional e defesa civil.