No espaço

Em breve, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai ganhar mais um espaço aberto à participação popular. Trata-se do Auditório José Alencar Gomes da Silva, que será inaugurado na próxima segunda-feira (28), às 15h30. A solenidade contará com a presença do presidente da ALMG, deputado Adalclever Lopes (PMDB), e do governador Fernando Pimentel, entre outras autoridades.
Localizado no andar térreo do Palácio da Inconfidência (sede do Poder Legislativo), o auditório homenageia o empresário mineiro e ex-vice-presidente da República, por sua capacidade de articulação entre o segmento empresarial e os trabalhadores.

Na ocasião, logo após a inauguração do auditório, será lançada a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional. Entidade civil suprapartidária, o grupo é integrado por 201 deputados federais e 18 senadores de vários partidos. Estarão presentes o senador Roberto Requião (PMDB-PR) e o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG), presidente e secretário-geral da frente, respectivamente.
Espaço para a participação – O Auditório José Alencar terá 156 assentos, além de dez lugares destinados à coordenação dos trabalhos e um púlpito para pronunciamentos. O espaço disporá de tratamento acústico e câmeras para as transmissões da TV Assembleia.

Para o presidente da ALMG, deputado Adalclever Lopes, a crescente presença do cidadão nos eventos institucionais gerou a necessidade de um local que comporte maior número de pessoas.
“Esse novo auditório vem ampliar os espaços de diálogo com a sociedade mineira e atender à diretriz do biênio 2017-2018 de melhorar a infraestrutura da Assembleia para a realização de eventos. É também uma justa homenagem a um exemplar político mineiro, José Alencar Gomes da Silva”, afirma Adalclever Lopes.

Abertura para o diálogo com a sociedade

Reconhecida nacionalmente por sua abertura à participação popular desde o final da década de 1980, a Assembleia de Minas se mantém na vanguarda dos movimentos democráticos. Em 1986, antes mesmo da promulgação da Constituição Federal, o Parlamento mineiro se inseriu no debate nacional, realizando uma série de discussões sobre temas importantes da nova Carta.
Isso permitiu que em apenas dois dias após a promulgação da Constituição da República, em 7 de outubro de 1988, fosse instalada a Assembleia Constituinte, dando início aos trabalhos para a elaboração da Constituição do Estado, processo marcado por intensa mobilização e participação popular.

A partir de 1990, a ALMG buscou fortalecer seus canais e práticas de interação com a sociedade. Reuniões e audiências públicas, discussão participativa do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) e o Parlamento Jovem são algumas das atividades abertas à participação da sociedade. Destacam-se também os seminários legislativos, fóruns técnicos e ciclos de debates.
A instituição abre-se ainda à participação popular por meio da internet, com consultas públicas online e enquetes, entre outros canais de interlocução.

De comerciante a vice-presidente, uma trajetória vitoriosa

Natural de Muriaé (Zona da Mata), José Alencar Gomes da Silva foi um dos mais bem-sucedidos empresários do Brasil. Abraçou a política em 1994, quando se candidatou ao Governo do Estado, ficando em terceiro lugar. Em 1998, elegeu-se para o Senado e, em 2002, chegou a vice-presidente da República na chapa de
Luiz Inácio Lula da Silva.

A dupla firmou uma aliança que reuniu partidos e líderes com ideologias diferentes, alcançando

quase 53 milhões de votos. Alencar permaneceu ao lado de Lula durante seus dois mandatos e se tornou um dos mais importantes interlocutores do governo com o setor empresarial.
Em março de 2011, meses após concluir o mandato, faleceu vítima de câncer, contra o qual lutava desde 2000, mas que não o impediu de cumprir seu papel como vice-presidente por oito anos.

Defesa da soberania nacional

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional foi lançada em Brasília, em junho deste ano. Propõe-se a defender o trabalhador, os empresários brasileiros e o desenvolvimento do País, contrapondo-se a medidas que considera “entreguistas”, como o desmonte da Petrobras e a venda do pré-sal; o esvaziamento da indústria nacional; a alienação de terras para estrangeiros; as reformas trabalhista e previdenciária; e a internacionalização de serviços públicos essenciais, como saúde e educação.

Depois de Belo Horizonte, a proposta da executiva é lançar a frente em outros municípios, legitimando-a como espaço de participação e mobilização social.