Iran Barbosa (deputado estadual PMDB/MG)

Iran Barbosa (deputado estadual PMDB/MG)

Preocupado com a situação do Hospital Risoleta Tolentino Neves, localizado na região norte de Belo Horizonte, o deputado Iran Barbosa (PMDB) disse que irá cobrar empenho da Assembleia Legislativa para regularizar os repasses do Estado destinados ao hospital. A unidade declarou que, devido a irregularidades nos depósitos, tanto da prefeitura da Capital quanto do governo estadual, a ala da pediatria seria fechada.

Segundo Iran Barbosa, a transferência dos pacientes do Risoleta para outras unidades acarretará em superlotação, já que para ele, tais unidades não possuem estrutura para receber os atendimentos. “A pediatria do Risoleta Neves é responsável por 60% de toda demanda do Vetor Norte da Grande BH. Por conta disso, se ele fecha, o sistema entra em crise, ou seja, crianças e pacientes são obrigados a se deslocarem por mais de 50 minutos até chegar a uma unidade mais próxima, no Centro, e assim, conseguir um atendimento, muitas vezes, precário”, afirmou.

Iran Barbosa disse que o hospital opera em déficit, e que por isso, o não reajuste dos repasses, sobretudo do Estado, que é responsável por 60% dessa verba, complicou muito a situação do hospital. “A Assembleia precisa cobrar, não só os reajustes, mas os motivos pelos quais esses repasses não estão acontecendo”, disse. Iran explicou que existem erros na priorização de gastos do governo. “Existe uma cláusula no contrato com a Minas Arena (empresa que administra o Mineirão por meio de contrato de Participação Público-privada), obrigando que os 178 milhões para a gestora do estádio sejam pagos, prioritariamente, a todos os outros gastos do governo, ou seja, quando repasses de saúde e de educação não estão acontecendo, é porque esses contratos precisam ser pagos com prioridade”.

Uma das formas de reverter o problema, de acordo com o parlamentar, é localizando os recursos. Segundo o deputado, o fechamento de unidades pediátricas tem sido sistêmico nos últimos dois anos e meio. “É isso que a Assembleia quer evitar. Das 17 unidades pediátricas que têm tido problemas em seu funcionamento, pelo menos 12 foram alvo de audiências públicas. Estamos chegando num ponto de absoluto caos. Temos que entender que, toda vez que uma unidade pediátrica fecha, outra fica sobrecarregada. Isso inclui mais custos e mais despesas”, concluiu.