Antônio Carlos Arantes (deputado estadual PSDB/MG), Isauro Calais (deputado estadual PMDB/MG)

Antônio Carlos Arantes (deputado estadual PSDB/MG), Isauro Calais (deputado estadual PMDB/MG)

Desde que foi criada, a Comissão Extraordinária do Idoso da Assembleia tem discutido estratégias para melhorar a qualidade de vida desta faixa da população. Na última quarta-feira (06), uma audiência pública realizada na Assembleia discutiu os problemas enfrentados pelos idosos em Minas Gerais. Estima-se que em 2050, segundo dados do IBGE, o estado terá mais de oito milhões de idosos.

Um dos objetivos da Comissão, conforme explica seu presidente, deputado Isauro Calais (PMDB), é nortear a criação e aprimoramento de políticas públicas que atendam, de forma efetiva, as necessidades dos que estão na terceira idade. “As políticas públicas para o idoso não estão evoluindo no mesmo ritmo do envelhecimento da população e eles não podem esperar. Por isso estou sempre empenhado em criar políticas que asseguram os direitos da terceira idade para mudar essa triste realidade”, disse o parlamentar.

Isauro Calais ainda destacou que as pessoas estão vivendo mais, porém, sem qualidade de vida. Segundo ele, a cada quatro idosos, três têm algum tipo de doença crônica. “Além disso, 30% dos homens mineiros nunca fizeram exame de próstata”, complementou o parlamentar.

Na ocasião, o professor de geriatria da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, João Carlos Barbosa Machado, convidado pela Comissão, ressaltou que, em 2030, a população de idosos brasileiros vai ultrapassar pela primeira vez na história do País, a de 0 a 14 anos. “Em muitas cidades do interior de Minas o crescimento de pessoas acima de 60 anos é maior do que o aumento da população total. Os países chamados de primeiro mundo tiveram ao longo de um século que lidar com o envelhecimento da população.

No Brasil, teremos 14 anos para nos adaptar. Será bastante problemático”, relatou o professor.
A dificuldade financeira enfrentada pelos idosos também foi destacada na reunião. O advogado pós-graduado em Direito Público e Empresarial, Leonardo Gomes Girundi, disse que esse quadro soma-se o problema social de falta de oportunidade de crescimento financeiro para os jovens, o que resulta em idosos, mesmo aposentados, tendo que ser os provedores. Ao final, Girundi sugeriu a criação de um benefício fiscal para as famílias que cuidam de idosos.