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O prefeito de Pará de Minas, Antônio Júlio (PMDB), se reuniu na manhã de terça-feira, 3, em caráter de urgência, em seu gabinete na Prefeitura, com secretários, assessores, representantes da Copasa, Ministério Público, Câmara Municipal, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. O assunto da reunião foi o racionamento de água em Pará de Minas e a situação caótica encontrada pela atual administração com a questão do desabastecimento à população. A Copasa apresentou na ocasião um plano de emergência com a ligação de poços artesianos e a disponibilização de caminhões-pipa para a captação de água no município vizinho de Florestal. As escolas, creches, postos de saúde e hospitais serão atendidos com prioridade.

Segundo o prefeito Antônio Júlio, a reunião de emergência foi limitada apenas às pessoas envolvidas na solução do problema e a questão da renovação do contrato com a Copasa não foi discutida. Ele negou qualquer pressão da concessionária junto à Prefeitura para esta renovação. “Tem a parte de culpa da Copasa, pela falta de investimentos, mas tem também a falta de chuva. Vamos criar um comitê de emergência para tratar desse assunto. Os casos de emergência temos condições de atender num prazo curto e amenizar a situação da população, principalmente dos pontos mais altos”, garantiu Antônio Júlio. Ainda de acordo com ele, a zona rural também sofrerá com o racionamento de água e a população do município será sempre informada sobre a falta de abastecimento, para que possa se planejar também. “Onde a água não chegar, vamos atender com caminhão-pipa”, acrescentou Antônio Júlio. Quanto à renovação do contrato entre a Prefeitura de Pará de Minas e a Copasa, o prefeito disse que está passando da hora do contrato ser ou não renovado. “Meu posicionamento todos já sabem. A Copasa tem que permanecer em Pará de Minas”, frisou Antônio Júlio.

De acordo com o chefe do Departamento da Região Metropolitana da Copasa, João Andrade do Nascimento, a empresa participou da reunião muito focada no abastecimento, pois a cidade de Pará de Minas é realmente carente de água em seus mananciais. “Nós procuramos, dentro desse objetivo, discutir com a Prefeitura um plano de ação, que vai desde aumentar a oferta de água até a participação da população, economizando água. A crise aconteceu em função da seca que veio agravar a situação e os mananciais da Copasa reduziram muito a vazão, num período relativamente curto. Vão entrar em operação seis poços artesianos, de forma que possamos aproximar a oferta de água aos níveis anteriores. O comitê de crise avaliará a cada dia o andamento das ações. Temos de diminuir o consumo e aumentar a oferta. Com essas medidas ainda poderá acorrer falta de água, mas num nível bem mais administrável do que agora”, explicou João Andrade. Segundo ele, a Copasa fez os investimentos necessários em Pará de Minas.

Para o presidente da Câmara Municipal de Pará de Minas, vereador Marcílio Magela de Souza, a Copasa está tentando fazer a parte dela, apesar de não tê-la feito há trinta anos. “O certo é que a Copasa não fez o investimento necessário e, por isso, falta água hoje. A gente pede encarecidamente à população que se preocupe porque a Copasa não se preocupou com isso. Mas a população não tem culpa. A gente critica a Copasa, mas eles não gostam. As críticas são para melhorar a prestação do serviço à população, que paga em dia suas contas. As conversações aqui foram no sentido de que não falte água no município até que voltem as chuvas em Pará de Minas”, disse Marcílio Magela.

O promotor de justiça da Comarca de Pará de Minas, Delano Azevedo Rodrigues, disse que o Ministério Público foi convidado a participar da reunião porque está acompanhando as negociações para a renovação do contrato com a Copasa. “A solução definitiva para a falta de água na cidade passa necessariamente pela renovação do contrato, para que sejam feitos novos investimentos. Desde 1991 a Copasa alardeia a falta de água no município, mas nesse período todo a gente não percebeu nenhum investimento a fim de resguardar o município dessa escassez que hoje se confirmou. Não houve construção de reservatório, de barragem, então entendo que houve uma omissão, uma negligência da Copasa durante esses dezoito anos e durante a validade do contrato de concessão. Ela não pode alegar hoje surpresa quanto a essa escassez. O fato é que não houve investimento”, constatou Delano Azevedo.

Assessoria de Comunicação Prefeitura de Pará de Minas (PMDB-MG)