Folder Febre Amarela

Causada pela picada de um mosquito, a Febre Amarela, doença infecciosa grave que pode levar à morte, atingiu diversas cidades mineiras no início de 2017. Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais divulgados no último dia 1º, o estado já soma 31 os municípios com casos confirmados.
Os primeiros casos foram notificados no início de janeiro. O município de Ladainha, localizado no Vale do Mucurí, registrou os primeiros casos da Febre e já soma 20 confirmações.

A Secretaria de Saúde Minas Gerais alerta para o aumento das notificações. No último boletim divulgado, dos 774 casos registrados no estado, 132 foram confirmados e 29 descartados. Dentre as 127 mortes suspeitas, 48 se deram em decorrência da Febre Amarela.

Para combater o surto, o Ministério da Saúde anunciou reforço de 11,5 milhões de doses da vacina. Os municípios localizados na região leste de Minas, zona de risco, devem receber o reforço. Governador Valadares, que ainda não tem nenhum caso confirmado, recebeu 100 mil doses e estendeu o horário de vacinação para atender à população da região.

Preocupada com a situação das cidades do leste de Minas, a deputada Celise Laviola (PMDB), alerta para a importância da vacinação, em especial nas zonas de risco. “A melhor maneira de evitar o contágio é vacinando-se. O Sistema Único de Saúde distribui gratuitamente as doses em postos de saúde”, informou.

A parlamentar lembra também da periodicidade com que a vacina deve ser aplicada para garantir imunidade para a vida toda. “Segundo orientação do Ministério da Saúde, enquanto criança, a primeira dose deve ser aplicada aos nove meses de vida, e depois aos quatro anos. Já para os adultos, um reforço é necessário dez anos após a primeira aplicação. Lembro que a vacina é contraindicada para gestantes e lactantes, bem como para idosos e pessoas imunodeprimidas, que devem tomá-la somente em situações de risco”, salientou Celise. Os principais sintomas são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça e muscular, além de náuseas e vômitos.

Morte de macacos

Um dos primeiros sinais de que a Febre Amarela está presente em uma região, é a morte de macacos. Picados pelo mosquito transmissor do vírus, os primatas morrem em decorrência da doença. A fim de evitar possíveis maus tratos, é necessário ressaltar que os macacos não são capazes de transmitir a Febre, conforme salienta a deputada Celise Laviola. “Devemos evitar maus tratos aos animais. Eles não são vetores da Febre Amarela. Sua morte indica somente que o vírus está presente na região e serve de alerta à população”, explicou a parlamentar.

A doença pode ter origem rural ou urbana. Na zona rural a infecção é transmitida pelo mosquito Haemagogus. Já em áreas urbanas, o Aedes Aegyt, mesmo vetor da dengue, é responsável pela transmissão.