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O deputado Vanderlei Miranda foi um dos convidados para a audiência pública realizada na última sexta-feira (02), pela Câmara Municipal de Mateus Leme, para discutir políticas de enfrentamento às drogas e a criação do Comad no município de Mateus Leme, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O parlamentar falou de sua experiência quando presidente da Comissão de Prevenção e Combate ao uso de Crack e outras Drogas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e também sobre sua atuação a respeito do assunto ao longo de seus mandatos. “Durante o tempo que presidi a comissão, viajamos o Estado de Minas Gerais de norte a sul, de leste a oeste. Em todos os lugares que passei, as pessoas queriam participar das discussões para nos ajudar a encontrar uma forma de resolver o problema das drogas”, disse o deputado.

Mas Miranda afirma que infelizmente não é possível acabar com as drogas, porque ela está presente na vida do homem há milênios e cada cultura e cada geração teve a sua. Atualmente, no Brasil a substância mais consumida é o crack e equivocadamente as pessoas dizem que é a droga mais barata, porque cada pedra custa em torno de R$ 5. Mas é a mais cara, pois o dependente tem a necessidade de consumir uma pedra atrás da outra para satisfazer o seu vício.
Segundo o deputado, droga não tem mais cara e já chegou em todas as esferas da sociedade. “É preciso que tenhamos, de fato, consciência da dimensão do problema que temos que lidar. A droga está debaixo dos viadutos, das pontes, mas ela também está nas mansões da cidade. A droga é banguela, mas também tem dente de porcelana. A droga anda descalça, maltrapilha, mas também anda de terno nos lugares mais importantes da cidade. Ou seja, não existe mais um perfil. A droga chegou na zona rural, onde antigamente era a cachaça, mas agora é a droga que alguém vai levar de moto para o trabalhador da zona rural. A droga chegou na terceira idade, chegou nas comunidades indígenas. Tem lugares aqui na cidade, nos distritos, que não chegou ainda o essencial como saneamento básico, mas a droga está lá”, observou Miranda.

Para diminuir esse flagelo, Vanderlei Miranda acredita na soma dos esforços e no trabalho coletivo. As pessoas precisam entender que não é responsabilidade apenas do poder público, da prefeitura, do governo estadual, federal, dos deputados, conselhos tutelares, Ministério Público, mas de toda a sociedade.